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Mirtilos e maçãs podem diminuir o risco de diabetes tipo 2

Consumo dessas frutas pode reduzir chances de desenvolver a doença em 23%

Por Minha Vida


Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos afirma que consumir mirtilos e maçãs regularmente pode ajudar a reduzir o risco de diabetes tipo 2. Esses frutos estão carregados de flavonoides, um composto natural presente em algumas frutas, legumes e grãos. 

Os pesquisadores acompanharam os hábitos alimentares de cerca de 200.000 homens e mulheres de até 24 anos. Eles preencheram questionários regulares sobre a frequência com que consumiam porções de determinados alimentos e bebidas. Nenhum deles tinha diabetes no início, mas aproximadamente 12.600 dos participantes foram diagnosticados durante o período da pesquisa. 

Depois de considerar fatores como peso corporal, tabagismo e histórico familiar de diabetes, os autores descobriram que as pessoas que ingeriram maiores quantidades de mirtilo tiveram um risco 23% menor de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com aqueles que não comeram a fruta. Aqueles que ingeriram cinco ou mais maçãs por semana também tiveram a mesma redução do risco. 

Os autores afirmam que os resultados mostram uma associação, mas não provam que frutos por si só são capazes de prevenir o diabetes. Eles também acreditam que alguns tipos de flavonoides presentes em grande quantidade nessas frutas podem estar por trás de seu efeito benéfico sobre o risco de diabetes. 

Diabetes tipo 1 e tipo 2: qual a diferença?

Diabetes é uma condição crônica tradicionalmente marcada pelo alto nível de glicose no seu sangue. O tipo 1 é conhecido como diabetes insulino-dependente (também conhecida como diabetes juvenil), e o tipo 2 conhecido como não insulino-dependente (ou do adulto). 

No caso do diabetes tipo 1, é o sistema imunológico que destrói as células do pâncreas que produzem insulina, resultando em completa deficiência do hormônio insulina, responsável por quebrar a glicose no sangue e garantir energia ao corpo. ?Ela normalmente se manifesta antes dos 20 anos de idade, e, infelizmente, ainda não tem cura conhecida. Por isso, a suplementação de insulina é fundamental para que a pessoa tenha uma boa saúde?, diz o nutrólogo Wilson Rondó. 

Entretanto, pesquisas recentes têm mostrado uma preocupação com o fato de se evitar a exposição ao sol, como sendo um fator estimulador do desenvolvimento do diabetes tipo 1. As mães, portanto, podem evitar esse risco em suas crianças melhorando os níveis de vitamina D com exposição ao sol ou suplementação vitamínica. 

Já o diabetes tipo 2 , ou não insulinodependente, é a forma mais comum da doença afetando 90 a 95% dos diabéticos, podendo ser prevenida e, na maioria dos casos, é curável. ?Caso você tenha diabetes tipo 2, o seu corpo está produzindo insulina mas não consegue reconhecê-la e usá-la apropriadamente. Esse é um estágio que chamamos de resistência à insulina?, afirma o especialista. 

Nesse caso, mesmo que a insulina seja produzida, ela é inadequada e, por isso, o açúcar não pode chegar às suas células, se acumulando na corrente sanguínea, causando vários problemas. É por isso que as pessoas com diabetes têm altas taxas de açúcar sanguíneo. Perder peso, aumentar a intensidade de atividade física, e melhorar os seus hábitos alimentares vai levá-lo ao melhor controle da diabetes e diminuir os riscos de doença cardíaca. 


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