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Adultos têm mais dificuldades no aprendizado tardio

Após 72 horas de aprendizados, o adulto retém 85% do que ouve, vê e faz

Por Especialista


Assim como a Pedagogia trata do aprendizado infantil, a Andragogia trata do aprendizado na fase adulta. O educador e filósofo Paulo Freire diz que o aprendizado para adultos é diferente, pois eles já têm experiência de vida e um vasto conhecimento do mundo.

Kelvin Miller, pesquisador, afirma que, após 72 horas de aprendizado, os estudantes adultos retêm apenas 10% do que ouvem e 85% do que ouvem, vêm e fazem. Observou ainda que as informações mais lembradas são aquelas recebidas nos primeiros 15 minutos de uma aula ou palestra.

Segundo Knowles, figura central nos EUA relacionada à educação de adultos, à medida que as pessoas amadurecem, sofrem transformações:  

  • Passam de pessoas dependentes (crianças) para indivíduos independentes, auto-direcionados.
  • Acumulam experiências de vida que vão ser fundamento de seu aprendizado futuro.
  • Seus interesses pelo aprendizado se direcionam para o desenvolvimento das habilidades que utiliza no seu papel social e na sua profissão.
  • Passam a esperar uma imediata aplicação prática do que aprendem, reduzindo seu interesse por conhecimentos a serem úteis num futuro distante.
  • Outro estudioso, Edgar Dale, que nasceu em 17 de abril em 1900, em Minnesota (EUA), foi professor e muito contribuiu no que tange a estudos referentes à comunicação educacional. Escreveu uma série de livros voltados ao aprendizado e desenvolveu o "Cone of Learning" (Pirâmide do aprendizado adulto).

Dale quando construiu sua pirâmide considerou também, nosso sistema representacional, portanto partiu do princípio que em uma sala de aula existem pessoas dos variados tipos:
Visuais ? assimilam melhor através de gráficos, leitura, slides ou desenhos.
Auditivas ? assimilam melhor através de músicas ou das palavras ouvidas.
Sinestésicas ? assimilam melhor através da participação, exercitando.

0s percentuais atribuídos a cada forma de comunicação, na pirâmide, são valores médios, obtidos através de amplos estudos. Numa abordagem individual estes valores podem sofrer variações de acordo com o perfil de cada um, mas o certo é que, quanto mais sentidos são envolvidos, melhores são os resultados.  

 Não somos completamente visuais, auditivos ou sinestésicos. Alteramos nossa percepção através dos livros que lemos, das palavras que ouvimos e das pessoas que nos aproximamos.

Para um melhor aprendizado na vida adulta, explore o máximo possível, todos os sentidos.

Como curiosidade acrescentamos a seguinte afirmação de Confúcio que, já havia dito, há 2500 anos:
"O que eu ouço, esqueço.
O que vejo, eu me lembro.
O que faço, compreendo"

Como você o classificaria no momento desta conclusão? Eu o classificaria como uma pessoa sinestésica.


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 Silvia Maria Pereira Ramos

Escrito por:

Silvia Maria Pereira Ramos

Coach e Neurolinguística

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