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Nos 50 anos de bossa nova, o hábito de colecionar memórias ganha destaque

Guardar objetos ou decorar canções evocam as saudades e os desejos do passado

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Um banquinho e um violão já embalaram muitos sonhos românticos, amores desfeitos e conquistas ansiosas. As letras de Vinícius de Moraes, as dedilhadas de João Gilberto e tantos outros expoentes da bossa nova recebem, portanto, justa homenagem agora em 2008, quando um dos ritmos que fazem a fama do Brasil comemora 50 anos. Capazes de evocar lembranças, as letras e melodias caprichadas são capturadas e permanecem fixas na memória, justificando a nostalgia.As músicas nos fazem voltar e reviver algo de bom ou triste por que passamos e que nos fez pessoas diferentes , afirma a psicóloga Rosemeire Ferreira, especializada em psicodinâmica. A coleção de memórias traz sentimentos parecidos àqueles de quem guarda selos, moedas ou canetas, por exemplo.

A psicóloga Bianca Bortolini, Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva, lembra ainda que, para o colecionador, os objetos representam uma paixão. Eles são prova do passado e reforçam a identidade presente da pessoa à medida que ela é resultado das experiências que já viveu , afirma. O colecionismo chega a ser uma forma de arte, em alguns casos e rende exposições que traduzem, um pouco, as transformações do ser humano ao longo do tempo .

Como bem provam os amigos da bossa nova, esse tipo de hobby é altamente favorável ao desenvolvimento social. Colecionadores do mundo todo trocam informações entre si, isso faz parte da atividade. São as trocas que permitem encontrar objetos raros, saber mais sobre a história deles e incrementar a coleção , lembra Bianca Bortolini.

E nem pense em achar que esses guardados todos não passam de um amontoado de tralhas. Isso é uma grande ofensa, independe do valor material dos objetos. Há muito carinho investido ali, é uma tentativa de resgatar um mundo que não existe mais , diz Bianca. O colecionismo só deve causar preocupação quando, em vez de provocar interação, levar ao isolamento familiar ou mesmo profissional.

As peripécias para conseguir raridades também precisam de limites. Gastar mais do que você pode com novas compras, negligenciar o expediente ou transformar a coleção em desculpa para fugir dos amigos exige atenção. As obsessões e compulsões de colecionismo encaixam-se no diagnóstico da psicopatologia chamada Transtorno Obsessivo-compulsivo, mais conhecida como TOC , explica Bianca. Quando o colecionador começa a evitar locais onde ele pode comprar novos objetos, começar a ter pensamentos que não saem da cabeça em relação às coleções que possui, tem medo de jogar coisas foras por receio de precisá-las no futuro e enche quartos cheios de coisas em casa é sinal de preocupação . Algumas vezes, os medicamentos também são necessários.

Aquela música é importante para você porque compõe um momento especial. Abrir mão dela é o mesmo que descartar o episódio da memória , afirma Rosemeire Ferreira. A coleção faz parte da pessoa, por isso é tão sofrido se desfazer dos objetos .





As músicas nos fazem voltar e reviver algo de bom ou triste por que passamos e que nos fez pessoas diferentes , afirma a psicóloga Rosemeire Ferreira, especializada em psicodinâmica. A coleção de memórias traz sentimentos parecidos àqueles de quem guarda selos, moedas ou canetas, por exemplo.

A psicóloga Bianca Bortolini, Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva, lembra ainda que, para o colecionador, os objetos representam uma paixão. Eles são prova do passado e reforçam a identidade presente da pessoa à medida que ela é resultado das experiências que já viveu , afirma. O colecionismo chega a ser uma forma de arte, em alguns casos e rende exposições que traduzem, um pouco, as transformações do ser humano ao longo do tempo .

Como bem provam os amigos da bossa nova, esse tipo de hobby é altamente favorável ao desenvolvimento social. Colecionadores do mundo todo trocam informações entre si, isso faz parte da atividade. São as trocas que permitem encontrar objetos raros, saber mais sobre a história deles e incrementar a coleção , lembra Bianca Bortolini.

E nem pense em achar que esses guardados todos não passam de um amontoado de tralhas. Isso é uma grande ofensa, independe do valor material dos objetos. Há muito carinho investido ali, é uma tentativa de resgatar um mundo que não existe mais , diz Bianca. O colecionismo só deve causar preocupação quando, em vez de provocar interação, levar ao isolamento familiar ou mesmo profissional.

As peripécias para conseguir raridades também precisam de limites. Gastar mais do que você pode com novas compras, negligenciar o expediente ou transformar a coleção em desculpa para fugir dos amigos exige atenção. As obsessões e compulsões de colecionismo encaixam-se no diagnóstico da psicopatologia chamada Transtorno Obsessivo-compulsivo, mais conhecida como TOC , explica Bianca. Quando o colecionador começa a evitar locais onde ele pode comprar novos objetos, começar a ter pensamentos que não saem da cabeça em relação às coleções que possui, tem medo de jogar coisas foras por receio de precisá-las no futuro e enche quartos cheios de coisas em casa é sinal de preocupação . Algumas vezes, os medicamentos também são necessários.

Aquela música é importante para você porque compõe um momento especial. Abrir mão dela é o mesmo que descartar o episódio da memória , afirma Rosemeire Ferreira. A coleção faz parte da pessoa, por isso é tão sofrido se desfazer dos objetos .





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