Quem nunca viveu um romance de carnaval? Com tantas festas e um clima tão gostoso, é difícil não se deixar levar. Muitos foliões acabam entrando no clima da brincadeira e se envolvendo fisicamente com várias pessoas durante o feriado ou até na mesma noite. É nesse momento de euforia que o preservativo e outros cuidados são colocados em segundo plano, com sérias conseqüências.
Dra. Eliana Bicudo, infectologista e diretora da Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias - em Brasília, lembra que para garantir o brilho da festa algumas recomendações devem ser observadas, em especial a prática de sexo seguro, com uso obrigatório do preservativo. Além disso, ela destaca o papel das vacinas para hepatite B e HPV, que estão disponíveis no mercado e protegem o indivíduo, especialmente nos casos em que romances de carnaval se estendem e a camisinha é deixada de lado. "A primeira, para hepatite b, pode ser administrada em qualquer etapa da vida, desde o nascimento. Já a vacina anti-HPV é indicada para mulheres de 9 a 26 anos", explica. A hepatite B é altamente contagiosa e pode levar à cirrose hepática e ao câncer de fígado e o HPV está relacionado a 99% dos casos de câncer de colo de útero.
Segundo Dra. Eliana, o folião deve tomar outros cuidados para garantir a saúde. É importante ingerir muito líquido, principalmente água potável, pois várias doenças gastrointestinais são transmitidas pela água e por alimentos mal lavados. O não compartilhamento de objetos cortantes e de higiene pessoal também complementa o rol de orientações.
Dados Complementares
De acordo com o Programa Nacional de DST e Aids da Escola Nacional de Saúde Pública estimam-se que as infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa no Brasil são de cerca de 5.772.300 casos de DSTs por ano. Nessa estimativa estão incluídas a herpes genital e o HPV. Com relação à hepatite B, em 2005, foram 14.681 incidências de casos confirmados no Brasil.