Obesidade pré-gestacional aumenta chances de asma na adolescência

Probabilidade de desenvolver a doença é de 20 a 30% maior

POR MINHA VIDA PUBLICADO EM 16/08/2011

Um estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health revelou que filhos de mulheres que estavam acima do peso ou tinham obesidade quando engravidaram podem ser mais propensos a desenvolver asma na adolescência. A análise foi liderada por pesquisadores britânicos, finlandeses e suecos.

A pesquisa analisou a saúde respiratória de cerca de sete mil adolescentes de 15 e 16 anos nascidos no norte da Finlândia, entre julho de 1985 e junho de 1986. Suas mães foram, então, questionadas sobre o estilo de vida que levavam por volta das 12 semanas de gestação. Além disso, a altura de cada uma, o peso antes da gravidez e o histórico clínico da família também foram levados em conta.

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Os resultados mostraram que adolescentes cujas mães estavam muito acima do peso ou eram portadoras da obesidade antes de engravidar tinham uma probabilidade entre 20 a 30% maior de apresentar sintomas da asma, como chiados no peito, ou a doença em sua totalidade. De todos os analisados, 6% foram diagnosticados com asma.

Segundo os pesquisadores, a asma infantil teve um aumento substancial desde os anos 1970 no mundo todo e os seus sintomas podem ser identificados em mais de 37% dos adolescentes. Eles ainda afirmaram que a obesidade durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento normal do feto.

Amamentação reduz riscos de asma na infância
Outro estudo publicado na versão online do European Respiratory Journal revelou que bebês alimentados exclusivamente com leite materno durante pelo menos seis meses têm menos chances de desenvolver os sintomas da asma na infância. A análise foi liderada por pesquisadores da Erasmus Medical Center, na Holanda.

A pesquisa contou com informações sobre a alimentação de mais de cinco mil crianças no primeiro ano de vida. Suas famílias foram questionadas sobre o tempo de amamentação de cada uma delas e se outros alimentos fizeram parte de suas dietas nesse período. Em seguida, foram coletados dados sobre a saúde de cada um dos participantes até que eles completassem quatro anos.

Os resultados mostraram que três grupos de crianças eram mais propensos a apresentar chiados no peito e catarro persistente, sintomas típicos da asma: as crianças que nunca tinham sido amamentadas; as que receberam leite materno, mas por um período inferior aos seis primeiros meses de vida, e as que também ingeriram outros tipos de leite e alimentos sólidos durante os cinco primeiros meses de vida.

Todas essas crianças apresentaram uma probabilidade maior de apresentar chiados no peito, falta de ar, tosse seca e catarro persistente até os quatro anos de vida. A asma é uma doença respiratória decorrente da contínua exposição do alérgico ao objeto causador de suas crises com ausência de tratamento. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores as chances de a pessoa levar uma vida completamente normal.

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