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Crianças com obesidade são mais propensas ao isolamento social

Elas sofrem rejeições e podem ter problemas para fazer amigos


A obesidade aumenta as chances de uma criança ser socialmente isolada na escola, segundo uma pesquisa da University of Adelaide's Women's and Children's Hospital, na Austrália.

O estudo analisou mais de 3.300 estudantes australianos por quatro anos - desde a pré-escola. As famílias foram recrutadas em 2004 e analisadas novamente em 2008. Durante esse tempo, foram tiradas medidas de altura e peso das crianças.

Cuidadores primários (que podem ser pais, avós ou quem tiver mais contato com a criança) foram entrevistados sobre detalhes da vida da criança. Pais e professores ainda foram convidados a preencher um questionário adicional, que fez um balanço dos problemas de saúde mental e da qualidade de vida dos pequenos.

Aos quatro e cinco anos de idade, 13% dos meninos e 16% das e meninas estavam com sobrepeso e aproximadamente 5% de ambos os sexos eram obesos.

Os pesquisadores descobriram que essas crianças com obesidade, quando comparadas aos seus colegas de classe de mesma idade e peso normal, eram 20% mais propícias a ter dificuldades de relacionamento aos oito e nove anos.

As dificuldades relatadas pelos pais e professores incluem provocações, rejeições, problemas em fazer amigos e não ser incluído em atividades sociais, como festas de aniversário. Vale ressaltar que essas dificuldades só foram encontradas quando as crianças já estavam na faixa dos oito e nove anos, sendo que o fenômeno não foi observado naqueles em idade pré-escolar. 

Para combater a obesidade infantil

Pequenos hábitos podem ajudar seu filho a se alimentar de maneira mais saudável. Confira as dicas abaixo da nutricionista Roberta Stella, do Dieta e Saúde.

- Prato do tamanho certo: durante o crescimento do bebê, é normal observar mudanças na quantidade de alimentos ingerida. No primeiro ano de vida, a criança apresenta um rápido desenvolvimento. Após completar um ano, a velocidade de crescimento diminui e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingerida tende a ser menor. Por isso, não vale ficar preocupada se o seu filho começa a ingerir menos alimentos do que você espera.

- Horários regrados: se o almoço na sua casa é ao meio-dia, nem pense em dar uma mamadeira para a criança perto desse horário. Claro que o apetite vai sumir. As refeições realizadas junto à família incentivam a criança a comer e despertam o apetite dela para alimentos diferentes. Por isso, é importante incluir sempre sabores novos no cardápio e experimentá-los na companhia do seu filho.

- Dê exemplo: os hábitos alimentares da família servem de exemplo para a criança. Se as pessoas ao redor consomem refrigerante, frituras, salgadinhos e, oferecem à criança frutas, sucos e legumes, certamente, ela terá mais resistência para aceitar esses alimentos que não são hábitos da família.

- Espante a preguiça: parece loucura, mas algumas crianças têm preguiça de comer. Entretidas com outras atividades, elas não sentem a menor vontade de interromper a brincadeira para exercitar a mastigação ainda mais quando o prato está muito cheio e o tempo perdido pode ser grande. Para ajudar nesse problema é ideal usar o aumento gradual na quantidade de comida e gratificações logo após as refeições. Brincadeiras também são bem vindas.

- Cozinhem juntos: prepare o menu com a ajuda da criança. Peça sugestões para ela, mas não deixe de direcionar o cardápio. Use a oportunidade para mostrar a importância balancear as refeições, consumir alimentos saudáveis e restringir aqueles mais calóricos e com menor qualidade nutricional. 


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