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Ministério da Saúde inicia distribuição de remédio para Alzheimer

Medicamento desenvolvido no país promete atender a toda a demanda nacional

Por Minha Vida


O laboratório do Instituto Vital Brazil (IVB), de Niterói, entregou na sexta-feira, 29, os primeiros lotes de rivastigmina às secretarias estaduais de Saúde, medicamento destinado ao tratamento dos portadores de Alzheimer. O remédio diminui a degradação dos neurônios presentes no sistema nervoso central, ajudando na recuperação de déficits cognitivos da doença. 

Quatro toneladas do remédio serão distribuídas gratuitamente. A quantidade é capaz de atender toda a demanda do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), cerca de 6% dos 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos sofrem com a doença. 

O vice-presidente do IVB, Bernardo Horta, afirma que foi necessária muita pesquisa para desenvolver a formulação do medicamento. "Um laboratório multinacional detinha a sua patente, que foi posteriormente expirada", diz. "Isso propiciou o processo de desenvolvimento da formulação do medicamento pelo nosso laboratório e, assim que registramos na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), iniciamos a produção."

Segundo Bernardo Horta, o remédio está disponível a partir de julho e será entregue trimestralmente. O Ministério da Saúde será o responsável pela distribuição nacional gratuita do medicamento, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para adquirir o medicamento, basta passar em um dos postos do SUS. 

Para a distribuição dos lotes, o Instituto Vital Brazil firmou com o Ministério da Saúde um contrato de cinco anos, com o compromisso de atender toda a demanda nacional necessária. O medicamento possui formulações que variam de 1,5 a 6 miligramas, em embalagens de 15 cápsulas cada. 

Perda de memória

Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste: confundir nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até determinado local. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.  

Dificuldade para realizar atividades rotineiras

Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia a dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Já esquecer ocasionalmente o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.

Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal

Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios, pode ser um sinal de que o cérebro não vai bem. Pacientes de Alzheimer mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.

Problemas com pensamento abstrato

Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal da doença. Já achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.

Errar o lugar as coisas

Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo: colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.

Mudanças de humor e comportamento

Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal da doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Eles podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.

Perda de iniciativa nas atividades

As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivas. Ficam, por exemplo, horas em frente à TV, dormem mais do que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.

Problemas com a linguagem

Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal de Alzheimer. Por exemplo: um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar "onde está minha escova de dente?", perguntaria "onde está o objeto de limpar a boca?".



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