Doença cardíaca

Visão Geral

O que é Doença cardíaca?

Doença cardíaca é um termo geral para designar diversas condições médicas crônicas ou agudam que afetam um ou mais componentes do coração.

Entre os pulmões existe uma cavidade conhecida como mediastino. Este é o lugar onde o coração está posicionado – partindo do centro do corpo humano, dois terços para a esquerda. O coração é um órgão muscular do tamanho de um punho, que bombeia o sangue através da rede de artérias e veias chamada sistema cardiovascular.

O coração tem quatro câmaras:

  • Átrio direito: recebe o sangue das veias e bombeia para o ventrículo direito
  • Ventrículo direito: recebe o sangue do átrio direito e bombeia para os pulmões, onde ele é carregado com oxigênio
  • Átrio esquerdo: recebe sangue oxigenado dos pulmões e bombeia para o ventrículo esquerdo
  • Ventrículo esquerdo: bombeia o sangue oxigenado para o resto do corpo. As contrações do ventrículo esquerdo criam a nossa pressão arterial.

As artérias coronárias correm ao longo da superfície do coração e fornecem sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco. Uma teia de tecido nervoso também atravessa o coração, conduzindo os sinais neurológicos complexos que regem a contração e relaxamento. Essa teia que envolve o coração é um saco chamado pericárdio.

A doença cardíaca ocorre quando uma dessas estruturas não está funcionando corretamente. Confira algumas doenças cardíacas comuns:

Prevenção

Prevenção

Maneire no sal

O uso excessivo de sal levará a um aumento do sódio na pressão sanguínea, que vai reter o liquido presente no sangue, aumentando a produção de líquido pelo organismo e consequentemente elevando a pressão arterial. A hipertensão é responsável por males como infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Segundo o especialista, o brasileiro come aproximadamente o dobro do que deveria de sal, alimento que é principal fonte de sódio - sendo por isso um dos maiores vilões da pressão alta. Em geral, a quantidade é alta porque as pessoas não dispensam apelar para o saleiro durante as refeições. Por conta disso a recomendação é acrescentar apenas três gramas de sal às nossas refeições por dia. Uma colher rasa de café tem aproximadamente um grama de sal, podendo ser usada como medida - duas colheres no almoço e uma no jantar, por exemplo. Para reduzir o consumo de sal, opte por temperos naturais nas refeições, como ervas e azeite de oliva.

Dieta mediterrânea

A dieta típica da região banhada pelo Mar Mediterrâneo, ela é conhecida por seus benefícios ao coração. Os principais participantes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Ela aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, além de evitar a obstrução das artérias. Dentre as principais características dessa dieta, estão o baixo consumo de carne vermelha, a ingestão de frutas, cereais e nozes, o alto consumo de peixes, o consumo moderado de vinho e o azeite de oliva como fonte de gordura saudável. Além disso, os peixes contêm ômega 3, reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.

Invista dos fitoesterois

Os fitoesteróis são substâncias funcionais, e estudos recentes têm indicado a importância dessa substância para quem quer controlar as taxas de colesterol no organismo. O colesterol e os fitoesteróis tem como semelhança sua estrutura química. Quando chegam ao intestino, eles competem um com outro para ver qual será absorvido e, por consequência, menos colesterol entra no sangue. Além disto, o fitoesterol altera a solubilidade do colesterol no intestino, fator que também diminui sua absorção. A ingestão de 1,6 a 2 g/dia de fitoesteróis pode reduzir a colesterolemia (nível de colesterol no sangue) em cerca de 10 a 15%, quando associados a hábitos de vida saudáveis. Boas fontes de fitoesteróis são os óleos vegetais crus, nozes, feijão, legumes, verduras e alimentos enriquecidos, como o creme vegetal.

Combata o estresse

O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. A ansiedade aumenta a liberação de cortisol no organismo, hormônio que faz crescer a concentração de glicose no sangue, desencadeando problemas como diabetes, altos níveis de triglicérides e descontrole de colesterol. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos. Isso porque eles interagem com o colesterol em excesso no organismo, formando placas nas paredes dos vasos sanguíneos, além de piorar certas doenças inflamatórias e causar envelhecimento.

Pratique atividades físicas

Quando fazemos exercícios regularmente, o coração trabalha com mais eficiência e sem ter que fazer tanto esforço. O sangue flui melhor e as artérias e vasos ficam mais flexíveis e saudáveis. Tudo isso previne o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, colesterol alto, AVC e hipertensão. Enquanto uma pessoa sedentária tem de 80 a 100 batimentos por minuto, uma pessoa condicionada está entre 60 e 70 batimentos por minuto. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia essa diferença diminui em 40% o risco de doenças cardiovasculares. Para favorecer o sistema cardiovascular, os exercícios precisam elevar a frequência cardíaca. É o caso da caminhada, da bicicleta, da natação, corrida, aulas de step e jump.

Fique de olho no histórico familiar

O histórico familiar é sim um fator de risco importante para doenças cardiovasculares - entretanto, com o acompanhamento médico adequado e adoção de hábitos saudáveis, é possível prevenir o quadro. Verificar a incidência de doenças que afetam o coração em outros membros da família pode ajudar a pessoa a manter os bons hábitos desde cedo, se prevenindo contra uma doença que muitas vezes não apresenta qualquer sintoma. Por isso, se você tem um parente com colesterol alto ou hipertensão, ou então é filho de uma pessoa que sofreu um infarto ou AVC, procure um médico para fazer exames - como ecocardiograma, contagem de colesterol, pressão arterial - e mude seus hábitos, como manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios, antes que o problema agrave.

Não fume

O tabagismo aumenta a frequência cardíaca, contrai as artérias e pode causar graves irregularidades nos batimentos cardíacos, aumentando a carga de trabalho do coração. Fumar também aumenta a pressão sanguínea, o que eleva o risco de AVC em pessoas com hipertensão. O cigarro agride as paredes vasculares, aumentando as chances de aterosclerose (doença que leva a formação de placas na parede das artérias), entre outros malefícios. O cigarro também reduz o bom colesterol e contribui para o acúmulo de placas de gordura nas artérias, danificando as paredes dos vasos sanguíneos.

Mantenha o peso ideal

A obesidade pode aumentar em 60% o risco de uma pessoa morrer por doenças relacionadas ao coração, segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Isso porque a obesidade causa uma série de alterações no metabolismo e favorece doenças como hipertensão, colesterol alto e diabetes, todas ameaças para a saúde do coração.

Cuide da higiene bucal

A falta de higiene bucal favorece o acúmulo de micro-organismos na região, levando ao aparecimento da cárie e outros problemas na gengiva (periodontite e gengivite), bochechas, língua, palato e toda mucosa oral. Esses organismos podem atingir áreas mais profundas da mucosa oral e atingir os vasos sanguíneos, infectando os tecidos do coração. Dessa forma, é importante manter a escovação dos dentes e língua com fio dental após as refeições, além das visitas regulares ao dentista.

Diagnóstico e Exames

Exames

Alguns exames podem ser feitos para diagnosticar ou acompanhar doenças cardíacas. Veja:

  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
  • Teste ergométrico
  • Cateterismo cardíaco
  • Holter 24 horas
  • Monitor cardíaco portátil.

Fontes e referências

  • Ivan Cordovil, cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia
  • Ministério da Saúde
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