Sinônimos: PMR
Polimialgia reumática é uma doença inflamatória que costuma afetar pessoas com idade acima de 50 anos do sexo feminino. A prevalência do problema na população mundial é de 0,5 a 0,7% e varia de acordo com a área geográfica analisada por razões ainda não conhecidas.
O termo "mialgia" vem da palavra grega "dor muscular" e "poli" significa muitos. Assim, em termos literais, polimialgia quer dizer "dor em muitos músculos".
Ainda não se sabe as causas da polimialgia reumática. Apenas que ela não é uma doença infecciosa ou contagiosa. Em 15 % dos casos, a polimialgia reumática está associada a uma outra doença, chamada arterite de células grandes ou arterite temporal, e metade das pessoas com arterite temporal sofrem de polimialgia reumática.
Não há fatores de risco conhecidos da doença. Ainda não foi identificado qualquer traço de hereditariedade e, até o momento, nenhum fator comportamental pareceu contribuir para o seu desenvolvimento.
Os sintomas clássicos da doença são:
Os sintomas são equivalentes nos dois lados do corpo e costumam aparecer rapidamente, em questão de dias ou semanas e, em alguns casos, até em uma mesma noite.
Outros sintomas menos comuns são:
Uma característica comum de portadores da doença é a grande dificuldade de levantar da cama logo cedo, trocar de roupas e sair do carro após um longo passeio sentado. As dores e o enrijecimento muscular costumam diminuir ao longo do dia.
O diagnóstico da polimialgia reumática é clínico e, em muitos casos, difícil. Alguns exames podem ser solicitados pelo médico para excluir a possibilidade de infecções e outras doenças.
Após o diagnóstico, costumam ser solicitados dois exames para acompanhamento da doença:
O tratamento da polimialgia consiste, basicamente, na administração de doses de corticoides. Nos casos em que a doença vem acompanhada da arterite temporal, a dose de corticoides costuma ser maior. Alguns pacientes já mostram melhora dos sintomas após uma única dose, mas, para outros, o progresso pode ser demorado e difícil.
De qualquer forma, se os sintomas não apresentarem qualquer mudança após duas ou três semanas de tratamento, o diagnóstico de polimialgia reumática deve ser reavaliado.
Após o controle dos sintomas com a administração de corticoides, a medicação vai sendo reduzida para chegar a uma dose mínima ou à suspensão do tratamento.
Devido à dor intensa e ao enrijecimento muscular, o paciente com polimialgia reumática tende a ficar acamado, diminuindo sua qualidade de vida. Nos casos em que ela está associada à arterite temporal, o não tratamento pode levar à cegueira irreversível.
Após a regressão do enrijecimento muscular, o paciente pode voltar às atividades normais, incluindo a prática de exercícios.
Vale lembrar que mesmo a menor dose de corticoides pode causar efeitos colaterais, incluindo aumento de glicose no sangue, ganho de peso, insônia, osteoporose, catarata, afinamento da pele e aparecimento de hematomas. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para evitar esses problemas.
Não há como prevenir a polimialgia reumática.
Fontes e referências:
Reumatologista Maria Angela Amaral Gurgel Vianna, do Núcleo Avançado de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo;
Reumatologista Ari Halpern, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo;
Reumatologista Samuel Katsuyuki Shinjo, médico assistente do serviço de reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP;
Reumatologista Roberto Heymann, coordenador da comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes Dolorosas de partes moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR);
American College of Rheumatology
Encontre um médicoindicado por outras pessoas
em
Indique um médicoe ajude outras pessoas
Já ajudou você e + 1254 pessoa(s)
Já avaliou
Encontre médicos de confiança indicados por outras pessoas
PUBLICIDADE
"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."
Prêmio ABEMD 2010 Associação Brasileira de Marketing Direto
Nós aderimos aos princípios da carta HONcode.
Verifique aqui